TRIATLO PARA JOVENS
Desporto regular na juventude é garantia de melhor saúde física, mais e melhor formação cultural, maior sentido de responsabilidade no futuro, aquisição e assimilação dos valores de solidariedade, justiça, humanidade, ecologia, em suma, os jovens serão grandes contribuintes para uma melhor sociedade.
Cabe-nos agora a nós, os adultos, investirmos o melhor das nossas capacidades, algum do nosso tempo, grande parte da energia que nos vem do gosto pelo desporto, na formação desportiva e cultural dos jovens, já que, quando o éramos, por uma ou outra razão não o fizeram por nós.
PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO JUVENIL DA FTP
Baseado num documento orientador, este Projecto teve o início da sua implementação no ano de 1997 prolongando-se até ao final deste ano. Destinou-se a definir as linhas de orientação do Triatlo juvenil em Portugal para o ciclo olímpico compreendido entre os anos referidos atrás e surgiu de uma necessidade natural na evolução qualitativa e quantitativa das nossas modalidades de Aquatlo, Duatlo e Triatlo nos grupos etários mais jovens.
Assim, procurou-se, por um lado dar apoio à criação e desenvolvimento de estruturas organizadas a que se deu o nome de Escolas de Triatlo de modo a conseguir-se aglomerar os jovens que já praticavam a modalidade e assim estimular um espírito de grupo que atraísse novos atletas para aqueles núcleos, por outro lado investiu-se na implementação de um calendário de provas com o objectivo de manter aquelas escolas com uma actividade regular rica em objectivos.
Também este projecto previu acções de formação em Aquatlo, Duatlo e Triatlo nas escolas quer para alunos, quer para professores.
PROGRESSÃO ANUAL
Em 1991, 92 e 93 Joaquim Silva, um triatleta de Cascais, organizou triatlos jovens naquela vila como homenagem a outro triatleta também de Cascais Jorge Damas, que faleceu na ilha de Lanzarote (Canárias) onde treinava ciclismo. Jorge Damas deu um contributo decisivo ao triatlo em Portugal pois trouxe até nós aquele que foi o primeiro grande evento internacional de Triatlo disputado em terras lusas, o Campeonato da Europa de 1989, daí a homenagem que lhe foi prestada e que ainda se mantém com a realização anual do Prémio Jorge Damas, instituído pela FTP.
No duatlo jovem assistimos á realização de provas em 1989 (Belém) e 1991 (Torres Novas).
O número de provas foi crescendo. Em 1994 foram 4, em 95 realizaram-se 15 e em 96 o seu número foi de 24. Em 1997 estiveram previstas 45 provas das quais se realizaram 39, este foi o primeiro ano de implementação do Projecto de Desenvolvimento Juvenil da FTP, que culminou com a realização em Sintra (Piscinas Municipais de Ouressa), do 1º Encontro Nacional de Triatlo e Duatlo Jovem, conforme se perspectivava no Projecto. Este 1º Encontro teve a presença d 61 atletas em representação de 6 clubes e foi uma organização conjunta da FTP e do Progresso Clube com o apoio da edilidade Sintrense.
Em 1998 realizaram-se 40 provas, incluindo o 2º Encontro Nacional de Duatlo em S.to André (Sines) e um Encontro intercultural em V.F. Xira com jovens de outros países.
Em 1999 foram realizadas 29 provas, entre estas incluíram-se o 3º Encontro Nacional de Duatlo e o 2º Encontro Nacional de Triatlo em Oeiras, aquele com 120 participantes e da iniciativa do CCD de V.F. Xira este com 73 da iniciativa da FTP.
Este ano estão calendarizadas 30 provas, das quais 25 já tiveram lugar. O ponto alto foi até agora o 3º Encontro Nacional de Triatlo Jovem, realizado no Cartaxo, organizado pelo Clube de Natação local e pela FTP, e que constituiu talvez o melhor evento de sempre do Triatlo Jovem a nível nacional.
Internacionalmente têm-se realizado regularmente contactos com jovens espanhóis, checos, húngaros, cubanos, ingleses, belgas, italianos ,russos , ucranianos, eslovácos, gregos, cipriotas, dinamarqueses, alemães estonianos, tanto em Portugal como em alguns daqueles países com destaque para os Encontros no País Basco, em V.F: Xira, no Reino Unido e na Alemanha.
Além dos locais atrás referidos, as provas têm regularmente tido lugar em Grândola,Lisboa, Carregado,Colares, Assafora, Santo André de Sines, Sintra, Monte Gordo, Oeiras, Fafe, Cascais, Rio Maior, Mafra, Janes, V.Viçosa, Vendas Novas, Coruche, Mértola, Madeira, concelho de Avis, Moscavide, Porto, Almeirim, Loures, Alpiarça, Barquinha, Fronteira, Crato e em outros locais espalhados pelo país, umas realizadas no âmbito escolar outras ao nível associativo.
ESCOLAS DE TRIATLO
Actualmente encontram-se em actividade regular 7 escolas: Grândola (integrada no Clube Amigos do Ciclismo de Grândola), Fontaínhas, de Ferreiras, (criada na Juventude Desportiva local), Sines (cujas actividades decorrem sob a égide do Grupo Cultural e Desportivo da Administração do Porto de Sines), V. N. da Barquinha (no Clube Náutico Barquinhense), nos Bombeiros Voluntários de Colares, no Clube de Natação do Cartaxo e no C.F. "Os Belenenses" que permitem ter em actividade cerca de 150 jovens entre os 8 e os 16 anos, com aulas 3 vezes por semana. Em fase de implementação estão mais 2 escolas, na Câmara Municipal de Avis, e no Clube Elvense de Natação.
Estas escolas constituem uma das grandes apostas do Projecto Juvenil pois a FTP comparticipa financeira e materialmente as suas actividades regulares.
De referir aqui a escola que mais se tem destacado, quer pela quantidade e qualidade, quer pelo leque etário e organização interna que apresenta, o G.D.C. Administração do Porto de Sines, pela mão dos professores Ana Paula e Luis Quintas. Em crescendo temos assistido a uma também subida em quantidade e qualidade da escola do G.D. das Fontaínhas, de Ferreiras e do C. N. Do Cartaxo.
O FUTURO
Com os 4 cursos de treinadores de nível 1 realizados entre 97 e 99 e com o 1º curso de nível 2 concretizado no final deste ano, a FTP formou um conjunto de professores/treinadores em Aquatlo, Duatlo e Triatlo de modo a proporcionar-lhes um maior número de conhecimentos técnicos na área da nossa modalidade para assim lhes permitir dinamizar mais e melhores grupos de atletas jovens.
Naturalmente aparecerão novas escolas, núcleos e clubes onde se criarão condições para a prática regular daquelas modalidades, não só nas camadas jovens.
Os dados que nos são revelados pela experiência anterior permitem-nos concluir que geralmente as pessoas que dinamizam polos de triatlo jovem são ex-triatletas e triatletas ainda no activo mas já com longa experiência na modalidade, que simultaneamente têm em comum o gosto pela modalidade e consequentemente dedicam os seus tempos livres à implementação deste desporto junto dos mais novos.
Acima de tudo pretendemos que o espírito desportivo seja a essência do desporto e que os triatletas sejam ou se tornem seres humanos tolerantes, solidários e cooperantes, é para isso que trabalhamos e nos dedicamos.
(Artur Parreira, Agosto 2000)